SinopseDavid Kepesh tem cabelos brancos e mais de sessenta anos, é um eminente crítico cultural da TV e conferencista de grande mérito numa universidade de Nova Iorque, quando conhece Consuela Castillo, uma estudante bem-comportada e de boas maneiras, com vinte e quatro anos e filha de exilados cubanos ricos, que lança imediatamente a vida do professor num tumulto erótico. Desde a revolução cultural dos anos 60, quando deixou a mulher e o filho, Kepesh experimentou viver aquilo a que chama uma "virilidade emancipada", fora do alcance da família ou de uma parceira. Ao longo dos anos refinou essa exuberante década de protesto e licenciosidade com uma vida ordenada em que é simultaneamente livre no mundo de Eros e estudiosamente dedicado na sua actividade estética. Mas a juventude e a beleza de Consuela, "uma obra-prima de volupté", transtornam-no por completo e uma enlouquecedora possessividade sexual transporta-o aos abismos do ciúme deformador. A despreocupada aventura erótica evolui ao longo de oito anos para uma história de cruel perda.
Este foi o primeiro livro que li do Philip Roth, há tanto tempo adiado. Primeiro, revoltei-me com o professor de meia idade, convencido de que é homem omnisciente e revoltou-me a forma machista e redutora (verdadeira?) como caracterizou, analisou e usou as mulheres.
Depois vem a relação com o filho, apesar de fria, conquistou-me a forma como lhe falava, como o aconselhava e como o filho, obviamente, ignorava os seus conselhos e a sua forma de ver as coisas.
E no fim, bem, no fim, envolveu-me na sua escrita, na sua dependência, na sua vida rodeada de morte.
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