bouquet com protea real
domingo, 30 de janeiro de 2011
#2
Matteo perdeu o emprego - Gonçalo M. Tavares
Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha.
Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego.
Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego.
Gostei da forma circular da narrativa, da sequência alfabética, das interligaç\oes entre as personagens.
Faltou-me mais. As personagens passam tão de leve na narrativa que nos apetece saber mais delas, inventar ligações maiores, desenvolver as intersecções que nos são apresentadas.
Fico com muita voltade de ler um romance deste autor.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
ainda falta muito?
há dias em que a nuvem mais preta mora em cima da nossa cabeça.
e esses dias tendem a ser longos...
e esses dias tendem a ser longos...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
eu
não sou de emoções fortes, não me apaixono facilmente por pessoas ou causas, não defendo os meus ideais com garras, não luto pela minha opinião contra ventos e marés.
não sou assim.
e, sinceramente, já me vai passando a mania de que queria ser.
não sou assim.
e, sinceramente, já me vai passando a mania de que queria ser.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
hope is for sissies
e aquelas pessoas que têm sempre, sempre pensamento positivo? e aquelas com quem está sempre tudo bem? a vida é fantástica, vai ser maravilhosa, o futuro é um sol gigante.
não sei se as detesto, se as invejo.
não sei se as detesto, se as invejo.
domingo, 23 de janeiro de 2011
#1
Harry Potter and the deathly hallows - J. K. Rowling
É neste sétimo volume que Harry Potter irá travar a mais negra e perigosa batalha da sua vida. Dumbledore reservou-lhe uma missão quase impossível - encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort... Nunca, em toda a sua longa série de aventuras, o jovem feiticeiro mais famoso do mundo se sentiu tão só e perante um futuro tão sombrio. Chegou o momento do confronto final - Harry Potter e Lord Voldemort... nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver... um dos dois está prestes a acabar para sempre... Os seus destinos estão misteriosamente entrelaçados, mas apenas um sobreviverá... Numa atmosfera apoteótica e vibrante, Rowling desvenda-nos, por fim, os segredos mais bem guardados do universo fantástico de Harry Potter e deixa-nos envoltos, talvez para sempre, na sua poderosa magia. Este sétimo volume tem sido considerado pelo público e pela crítica como o melhor de toda a série de Harry Potter.
idealmente teria lido o livro imediatamente antes de estrear o filme. mas desta vez, tudo falhou. a leitura atrasou-se, o filme não é só um mas sim dois, e descobri agora que afinal o primeiro filme ainda está em exibição. se calhar ainda vai dar para manter a tradição.
o livro é ao estilo dos demais, se bem que pelo meio me cansou. todo o trabalho de unir tudo, todas as histórias, todos os volumes anteriores é extraordinário, mas, apesar de tudo não me conquistou tanto como os anteriores.
o final tinha que ser feliz, não tinha? mas assim tanto?
idealmente teria lido o livro imediatamente antes de estrear o filme. mas desta vez, tudo falhou. a leitura atrasou-se, o filme não é só um mas sim dois, e descobri agora que afinal o primeiro filme ainda está em exibição. se calhar ainda vai dar para manter a tradição.
o livro é ao estilo dos demais, se bem que pelo meio me cansou. todo o trabalho de unir tudo, todas as histórias, todos os volumes anteriores é extraordinário, mas, apesar de tudo não me conquistou tanto como os anteriores.
o final tinha que ser feliz, não tinha? mas assim tanto?
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
chegar a casa
dá-me um prazer enorme chegar a casa antes de ti.
esperar-te.
ouvir a chave na parte, olhar para a maria que afia as orelhas a ver quem lá vem.
e abraçar-te.
olá...
esperar-te.
ouvir a chave na parte, olhar para a maria que afia as orelhas a ver quem lá vem.
e abraçar-te.
olá...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
o q me apetecia mesmo
era poder ler, ler, ler.
ter tempo para livros, mais que um capítulo por noite.
e, mesmo assim, conseguir ver os meus feeds favoritos.
depois, aí sim, poderia escrever mais.
se tivesse tempo para pensar.
ter tempo para livros, mais que um capítulo por noite.
e, mesmo assim, conseguir ver os meus feeds favoritos.
depois, aí sim, poderia escrever mais.
se tivesse tempo para pensar.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
raiva, muita raiva
preciso urgentemente de mudar a minha vida.
não me consigo adaptar a trabalhos sem horas, a urgências e a pedidos triplicados.
muito menos me adapto a diz-que-disse, a contraditórios filosóficos.
e depois que fui promovida a secretária, mais me custa a engolir estes sapos cabeludos.
não me consigo adaptar a trabalhos sem horas, a urgências e a pedidos triplicados.
muito menos me adapto a diz-que-disse, a contraditórios filosóficos.
e depois que fui promovida a secretária, mais me custa a engolir estes sapos cabeludos.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
under me you quite so new
i like my body when it is with your
body. It is so quite a new thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which I will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh...And eyes big love-crumbs,
and possibly i like the thrill
of under me you quite so new
body. It is so quite a new thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which I will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh...And eyes big love-crumbs,
and possibly i like the thrill
of under me you quite so new
i like my body, by E. E. Cummings
no cupcake for me
quantas mais fotos de cupcakes vejo, com as suas criativas e exageradas coberturas de cremes coloridos, menos me apetece prová-los.
acho que sou mais muffins, queques tradicionais com sabores diferentes.
acho que sou mais muffins, queques tradicionais com sabores diferentes.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
gosto
Hoje esqueci-me de pôr um anel.
Para muitas mulheres é essencial o relógio, a maquilhagem, os brincos, o cinto. Para mim, nos últimos anos, tem-se tornado parte de mim usar sempre um anel.
A combinar com a roupa ou não, não é importante. Apenas preciso de sentir algo no dedo, uma presença familiar na minha mão. Algum anel especial? Por vezes sim, gostava que sim, mas, na prática, por razões várias, vários são os anéis com significado, ou porque me foram oferecidos pelas pessoas que mais amo, ou porque fui eu que os comprei para satisfazer um capricho ou para marcar um momento.
O que mais gosto, que marca o nosso projecto de vida, não o posso trazer sempre sob pena de o partir ensarilhado num casaco de malha ou num bolso da carteira. O que mais desejo, esse virá um dia.
Tudo isto para reclamar comigo, que hoje me esqueci de pôr um anel.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
kitsune*
aqui há uns anos, o kitsune do João Penalva, estava no MAC de Serralves e ficamos absortos no escuro, no silêncio, a olhar para uma deliciosa paisagem com nevoeiro, escutando uma vozes em japonês.
ainda hoje não encontro explicação para o fascínio que aquele pequeno filme exerceu em mim e até hoje desejo com todas as minhas forças a litografia que estava à venda na loja do museu.
foi uma boa surpresa de ano novo ver alguns fotogramas no dias felizes, um bom pretexto para regressar àquela memória, àquelas imagens, ao mistério do nevoeiro.
coisas em que sou chata
durante muitos anos ouvi a minha mãe reclamar de como não havia hora certa para as refeições, nunca sabia quando aparecia um cliente de última hora para atender ou uma encomenda para entregar e lá se tinha que atrasar o almoço ou o jantar. coisa de 10, 15, 20 minutos no máximo, mas o suficiente para arruinar um arroz de grelos, um bife grelhado ou mesmo um assado, para obrigar a voltar a aquecer a sopa.
agora cabe-me a mim a posição de cozinheira e reconheço que sou chata. se a comida está pronta é para ser comida, vamos para a mesa. o episódio que está quase a acabar, o mail que está mesmo no fim, qualquer outra coisa pode (tem) ser feita depois de jantar, com a barriga já consoladinha por não ter comido a comida fria.
agora cabe-me a mim a posição de cozinheira e reconheço que sou chata. se a comida está pronta é para ser comida, vamos para a mesa. o episódio que está quase a acabar, o mail que está mesmo no fim, qualquer outra coisa pode (tem) ser feita depois de jantar, com a barriga já consoladinha por não ter comido a comida fria.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
pequenas coisas por que vou lutar em 2011
. ir ao ginásio todas as semanas, duas vezes por semana
. ler mais livros
. escrever todos os dias
. ler pelo menos uma página antes de dormir
. cozinhar pratos novos
. viajar mais, nem que seja só por um fim-de-semana
. comer mais devagar
. falar com as amigas
. procurar uma ideia minha
. ouvir mais música
. marcar o nosso dia
. ler mais livros
. escrever todos os dias
. ler pelo menos uma página antes de dormir
. cozinhar pratos novos
. viajar mais, nem que seja só por um fim-de-semana
. comer mais devagar
. falar com as amigas
. procurar uma ideia minha
. ouvir mais música
. marcar o nosso dia
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