não me sei chorar, nunca soube.
por vezes sinto-me mais vítima do que realmente sou, mas queixar-me, chorar-me não sou eu.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
pequeno almoço
nunca gostei de comer doces ao pequeno-almoço. tudo o que fosse além do croissant, eventualmente um pão de deus ou um queque, nunca me conquistou. sempre fui fiel ao meu pão com queijo com a boa e velha meia de leite.
e hoje, tirei a prova mais uma vez. à custa de um queque mármore, estou a ter um dia horroroso.
e hoje, tirei a prova mais uma vez. à custa de um queque mármore, estou a ter um dia horroroso.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
gosto
habituei-me a ler no bibliotecário de babel excertos de primeiros parágrafos, de palavras que abrem livros, que são por vezes responsáveis por nos cativarem.
ao contrário de primeiros parágrafos eu tenho paixão (ou será mania?) por últimas páginas, sejam elas completas ou reduzidas a uma frase. quando leio um livro novo nunca o acabo sem antes, pelo meio, no princípio, ou mesmo já quase no fim, ler a última página.
ao contrário de primeiros parágrafos eu tenho paixão (ou será mania?) por últimas páginas, sejam elas completas ou reduzidas a uma frase. quando leio um livro novo nunca o acabo sem antes, pelo meio, no princípio, ou mesmo já quase no fim, ler a última página.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
nunca mais acaba agosto
em desespero com as lides domésticas, parti (quebrei, dobrei ou coisa que o valha) uma unha (o certo é que me doeu e ainda dói muito).
ao preparar a ceia levei com a caneca do leite, que decidiu amandar-se da primeira prateleira do frigorífico, num pé.
ao preparar a ceia levei com a caneca do leite, que decidiu amandar-se da primeira prateleira do frigorífico, num pé.
eu também quero
Houve uma altura da sua vida em que pegou numa mala, enfiou lá 30 quilos de livros e foi ler para longe. Para onde?
Foi à seguir à televisão, ao programa do sofá vermelho. Fui para uma ilha na Tailândia, estendi-me numa cama de rede, numa praia meio selvagem, onde li um livro por dia. Acredito na frase do Jorge Luís Borges que diz que os livros são uma hipótese de felicidade.
Catarina Portas, em entrevista, na Única desta semana
Foi à seguir à televisão, ao programa do sofá vermelho. Fui para uma ilha na Tailândia, estendi-me numa cama de rede, numa praia meio selvagem, onde li um livro por dia. Acredito na frase do Jorge Luís Borges que diz que os livros são uma hipótese de felicidade.
Catarina Portas, em entrevista, na Única desta semana
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
suction seat
The name given to the chair infront of your computer that you sit on to go on line.
Once seated in it and going on line (facebook, aol, google, news, etc) it sucks you in to a much longer period of time than you planned.
urban dictionary
Once seated in it and going on line (facebook, aol, google, news, etc) it sucks you in to a much longer period of time than you planned.
urban dictionary
terça-feira, 24 de agosto de 2010
eu não disse?
para acompanhar o bolaño, comecei ontem o persuasão. é o primeiro romance da jane austen que vou ler (anteriormente apenas li uma compilação de pequenos contos que não me agradou sobremaneira), finalmente, depois da curiosidade que me gerou a sua obra ao ver o filme clube de leitura de jane austen. curiosamente, um filme aparentemente banal conquistou-me para (voltar) explorar a obra da jane austen, desta vez a sério.
uma escritora de mulheres? para mulheres?
uma escritora de mulheres? para mulheres?
cores e fotos e sonhos e paixões e informações (in)úteis
por questões práticas habituei-me a acompanhar os meus blogs favoritos pelo google reader.
sinto falta de páginas cheias, de templates, de customizações à medida d@s autores.
sinto falta de páginas cheias, de templates, de customizações à medida d@s autores.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
2666
volto a pegar nele, às duzentas e muitas páginas.
lentamente relembro as personagens e volto a entrar na história.
mais uma vez a mesma sensação. bolaño tinha razão em querer dividir o livro em vários, este tamanho é tudo menos portátil. pelo menos por esta razão este livro corre o risco de ser intercalado vezes de mais.
lentamente relembro as personagens e volto a entrar na história.
mais uma vez a mesma sensação. bolaño tinha razão em querer dividir o livro em vários, este tamanho é tudo menos portátil. pelo menos por esta razão este livro corre o risco de ser intercalado vezes de mais.
e eis que chove em agosto
o tempo solidarizou-se com a meu ânimo de regresso ao trabalho, mas não era preciso tanto: esqueci-me do casaco e tenho os pés gelados.
ainda não consigo desfazer-me das sandálias, afinal ainda iremos de férias lá para o final de setembro (faltam 5 semanas).
ainda não consigo desfazer-me das sandálias, afinal ainda iremos de férias lá para o final de setembro (faltam 5 semanas).
# 1 a # 5
lembrei-me a meio do ano (ou melhor, já no final de agosto) de contar os livros lidos em 2010, dos quais ainda não escrevi impressões por mera preguiça.
assim, espero que este seja um post em construção e, idealmente, a dividir.
Sinopse:
“Heed, Christine, May, Junior, todas mulheres obcecadas pela presença de Bill Cosey, o famoso proprietário do Cosey’s Hotel and Resort. Objecto de desejo e inspiração como marido, amante, protector e amigo, continua a dominar a vida destas quatro mulheres passados anos da sua morte. E quem é L? A misteriosa, insondável L que o vê como o homem que foi? L que sabe que, no vazio deixado nas suas histórias, existe um homem complicado e fascinante que esconde um segredo que poderia ter mudado as suas vidas para sempre. Uma poderosa e intensa análise sobre a natureza do amor – o desejo voraz, a posse sublime, a angústia que nos desperta –, que nos traz um universo de personagens de uma enorme força, personagens poderosas e provocadoras, quer no seu ódio quer no seu amor, que nos comovem e enfurecem, e mostra como o passado, mesmo depois de desaparecido, continua vivo."
Sinopse:
“Sábado, 15 de Fevereiro de 2003. Henry Perowne é um homem realizado — um neurocirurgião de sucesso, marido dedicado de Rosalind, uma advogada que trabalha num jornal, e pai orgulhoso de dois filhos já crescidos, uma promissora poetisa e um talentoso músico de blues. Ao contrário do que é habitual, acorda antes do nascer do dia, é atraído para a janela do seu quarto e dominado por uma sensação crescente de mal-estar. O que o perturba ao olhar para o céu é o estado do mundo — a guerra iminente com o Iraque, um pessimismo que não pára de crescer nele desde o 11 de Setembro, e o medo de que a sua feliz vida familiar e a sua cidade, com a abertura e diversidade que a caracterizam, estejam ameaçadas.
Mais tarde, Perowne dirige-se para o seu jogo semanal de squash atravessando as ruas de Londres onde centenas de milhares de pessoas se manifestam contra a guerra. Um pequeno acidente de automóvel fá-lo entrar em confronto com Baxter, um jovem nervoso, agressivo, a raiar a violência. A experiência profissional de Perowne sugere-lhe que há qualquer coisa de profundamente errado naquele indivíduo.
Quase ao fim de um dia repleto de incidentes, mas em que Perowne celebrou todos os prazeres da vida — música, comida, amor, a excitação do desporto e a satisfação de um trabalho bem feito — a sua família reúne-se para jantar. Mas, com o súbito aparecimento de Baxter, os receios iniciais de Perowne parecem prestes a materializar-se."
Sinopse:
“O conto que dá título ao livro, Um bom homem é difícil de encontrar, conta a história de uma família que parte para a Florida. Mas na estrada encontra um par de assassinos... É uma história arrepiante, mais acentuada porque O’Connor a constrói com toda a serenidade, mistura humor com tragédia numas férias familiares que não acabam felizes para sempre...
«Li as histórias todas, uma por uma, noite dentro, sempre a sentir-me quase na margem do rio por onde se navega para outra dimensão qualquer. Viajei por dentro de todos os nervos de todas as perplexidades humanas, e a rede de dendrites ia sempre parar ao axónio fundamental, em que, de uma vez por todas, alguém tem que fazer o gesto definitivo que muda tudo, derruba tudo, atira tudo por terra ou volta a pôr tudo no lugar mas já todos sabemos que nunca mais nada voltará a ser como era dantes. Era incrível. Era hipnótico. Era impossível de interromper antes de chegar ao fim e depois eu apagava a luz e ficava a dar voltas na cama (...). A minha Flannery morreu em 1964. Descubram-na agora, e cada um que julgue por si mesmo.» Clara Pinto Correia
«Ela não era só a melhor escritora deste tempo e lugar: ela conseguiu expressar algo secreto sobre a América, algo chamado Sul, com um dom transcendente de expressar o espírito real de uma cultura que é transmitido por escritores que se tornam naquilo que vêem. Ela era um génio.» New York Times”
Sinopse:
“Um jovem russo com um sobretudo preto comprido e meio morto de fome é introduzido clandestinamente em Hamburgo pela calada da noite. Numa bolsa que usa pendurada ao pescoço esconde uma quantia improvável de dinheiro. É um muçulmano devoto. Mas será mesmo? Afirma chamar-se Issa. Annabel, uma jovem e idealista advogada alemã especializada em direitos humanos, decide salvar Issa da deportação, e depressa a sobrevivência daquele cliente se torna mais importante do que a sua própria carreira. Em busca do misterioso passado de Issa, Annabel enfrenta o incongruente Tommy Brue, o herdeiro de sessenta anos do Brue Frères, um banco britânico em declínio sediado em Hamburgo. Nasce um triângulo de amores impossíveis. Entretanto, pressentindo que vão desferir um tiro certeiro na pseudo Guerra contra o Terror, espiões de três nações convergem para pessoas inocentes. Comovente, compassivo e recheado de personagens que o leitor não quererá largar, Um Homem Muito Procurado está repleto de humor, apesar da tensão presente até à última, e emocionante, página. É igualmente uma obra com uma uma profunda humanidade e uma pertinência invulgar nos dias de hoje.”
Sinopse:
“Impressionante na plenitude da sua visão, esta é uma meditação inabalável sobre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afecto que mantém duas pessoas vivas enfrentando a devastação total.
Um pai e um filho caminham sozinhos pela América. Nada se move na paisagem devastada, excepto a cinza no vento. O frio é tanto que é capaz de rachar as pedras. O céu está escuro e a neve, quando cai, é cinzenta. O seu destino é a costa, embora não saibam o que os espera, ou se algo os espera. Nada possuem, apenas uma pistola para se defenderem dos bandidos que assaltam a estrada, as roupas que trazem vestidas, comida que vão encontrando – e um ao outro."
assim, espero que este seja um post em construção e, idealmente, a dividir.
# 5
Love - Toni Morrison
“Heed, Christine, May, Junior, todas mulheres obcecadas pela presença de Bill Cosey, o famoso proprietário do Cosey’s Hotel and Resort. Objecto de desejo e inspiração como marido, amante, protector e amigo, continua a dominar a vida destas quatro mulheres passados anos da sua morte. E quem é L? A misteriosa, insondável L que o vê como o homem que foi? L que sabe que, no vazio deixado nas suas histórias, existe um homem complicado e fascinante que esconde um segredo que poderia ter mudado as suas vidas para sempre. Uma poderosa e intensa análise sobre a natureza do amor – o desejo voraz, a posse sublime, a angústia que nos desperta –, que nos traz um universo de personagens de uma enorme força, personagens poderosas e provocadoras, quer no seu ódio quer no seu amor, que nos comovem e enfurecem, e mostra como o passado, mesmo depois de desaparecido, continua vivo."
# 4
Sábado - Ian McEwan
“Sábado, 15 de Fevereiro de 2003. Henry Perowne é um homem realizado — um neurocirurgião de sucesso, marido dedicado de Rosalind, uma advogada que trabalha num jornal, e pai orgulhoso de dois filhos já crescidos, uma promissora poetisa e um talentoso músico de blues. Ao contrário do que é habitual, acorda antes do nascer do dia, é atraído para a janela do seu quarto e dominado por uma sensação crescente de mal-estar. O que o perturba ao olhar para o céu é o estado do mundo — a guerra iminente com o Iraque, um pessimismo que não pára de crescer nele desde o 11 de Setembro, e o medo de que a sua feliz vida familiar e a sua cidade, com a abertura e diversidade que a caracterizam, estejam ameaçadas.
Mais tarde, Perowne dirige-se para o seu jogo semanal de squash atravessando as ruas de Londres onde centenas de milhares de pessoas se manifestam contra a guerra. Um pequeno acidente de automóvel fá-lo entrar em confronto com Baxter, um jovem nervoso, agressivo, a raiar a violência. A experiência profissional de Perowne sugere-lhe que há qualquer coisa de profundamente errado naquele indivíduo.
Quase ao fim de um dia repleto de incidentes, mas em que Perowne celebrou todos os prazeres da vida — música, comida, amor, a excitação do desporto e a satisfação de um trabalho bem feito — a sua família reúne-se para jantar. Mas, com o súbito aparecimento de Baxter, os receios iniciais de Perowne parecem prestes a materializar-se."
# 3
Um bom homem é difícil de encontrar - Flannery O'Connor
“O conto que dá título ao livro, Um bom homem é difícil de encontrar, conta a história de uma família que parte para a Florida. Mas na estrada encontra um par de assassinos... É uma história arrepiante, mais acentuada porque O’Connor a constrói com toda a serenidade, mistura humor com tragédia numas férias familiares que não acabam felizes para sempre...
«Li as histórias todas, uma por uma, noite dentro, sempre a sentir-me quase na margem do rio por onde se navega para outra dimensão qualquer. Viajei por dentro de todos os nervos de todas as perplexidades humanas, e a rede de dendrites ia sempre parar ao axónio fundamental, em que, de uma vez por todas, alguém tem que fazer o gesto definitivo que muda tudo, derruba tudo, atira tudo por terra ou volta a pôr tudo no lugar mas já todos sabemos que nunca mais nada voltará a ser como era dantes. Era incrível. Era hipnótico. Era impossível de interromper antes de chegar ao fim e depois eu apagava a luz e ficava a dar voltas na cama (...). A minha Flannery morreu em 1964. Descubram-na agora, e cada um que julgue por si mesmo.» Clara Pinto Correia
«Ela não era só a melhor escritora deste tempo e lugar: ela conseguiu expressar algo secreto sobre a América, algo chamado Sul, com um dom transcendente de expressar o espírito real de uma cultura que é transmitido por escritores que se tornam naquilo que vêem. Ela era um génio.» New York Times”
# 2
Um homem muito procurado - John LeCarré
“Um jovem russo com um sobretudo preto comprido e meio morto de fome é introduzido clandestinamente em Hamburgo pela calada da noite. Numa bolsa que usa pendurada ao pescoço esconde uma quantia improvável de dinheiro. É um muçulmano devoto. Mas será mesmo? Afirma chamar-se Issa. Annabel, uma jovem e idealista advogada alemã especializada em direitos humanos, decide salvar Issa da deportação, e depressa a sobrevivência daquele cliente se torna mais importante do que a sua própria carreira. Em busca do misterioso passado de Issa, Annabel enfrenta o incongruente Tommy Brue, o herdeiro de sessenta anos do Brue Frères, um banco britânico em declínio sediado em Hamburgo. Nasce um triângulo de amores impossíveis. Entretanto, pressentindo que vão desferir um tiro certeiro na pseudo Guerra contra o Terror, espiões de três nações convergem para pessoas inocentes. Comovente, compassivo e recheado de personagens que o leitor não quererá largar, Um Homem Muito Procurado está repleto de humor, apesar da tensão presente até à última, e emocionante, página. É igualmente uma obra com uma uma profunda humanidade e uma pertinência invulgar nos dias de hoje.”
# 1
A estrada - Cormac McCarthy
“Impressionante na plenitude da sua visão, esta é uma meditação inabalável sobre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afecto que mantém duas pessoas vivas enfrentando a devastação total.
Um pai e um filho caminham sozinhos pela América. Nada se move na paisagem devastada, excepto a cinza no vento. O frio é tanto que é capaz de rachar as pedras. O céu está escuro e a neve, quando cai, é cinzenta. O seu destino é a costa, embora não saibam o que os espera, ou se algo os espera. Nada possuem, apenas uma pistola para se defenderem dos bandidos que assaltam a estrada, as roupas que trazem vestidas, comida que vão encontrando – e um ao outro."
domingo, 22 de agosto de 2010
# 7
Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
"«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro."
como dizer que adorei a fantástica história da família Buendía, que me apaixonei por todas as mulheres (com excepção da Fernanda, talvez). que avidamente esperei pelo desenrolar da fortuna dos seus homens e me comovi com as histórias de amores impossíveis.
o real anda de mãos dadas com o fantástico, os mortos acompanham os vivos nos seus anos de solidão, povoando-lhes as memórias, contando-lhes histórias do passado ou do mundo e acompanhando-os na vida na casa da família.
desde o primeiro ao último (muito agradecida à peregrina ideia de juntar a esta edição especial a árvore genealógica da família que repetidamente consultei), é magistral a forma como Gabriel García Márquez nos envolve no seu livro, na sua imaginação, na sua capacidade imensa de nos fazer sonhar.
petra cortes e aureliano segundo
"(...) esgravatou tão profundamente nos sentimentos dela que, à procura do interesse, encontrou o amor, porque a tentar que ela o amasse acabou por amá-la. Petra Cortes, pelo seu lado, ia amando-o cada vez mais, à medida que sentia o carinho dele aumentar e foi assim como, na plenitude do Outono, voltou a acreditar na superstição juvenil de que a pobreza era uma condição do amor. Ambos evocavam então como um estorvo as paródias desatinadas, a riqueza aparatosa e a fornicação desenfreada e lamentavam-se de quanta vida lhes tinha custado encontrar o paraíso da solidão partilhada. Loucamente apaixonados ao fim de tantos anos de cumplicidade estéril, gozavam o milagre de amarem-se tanto à mesa como na cama e chegavam a ser tão felizes, que quando eram dois velhos esgotados ainda continuavam a traquinar como coelhinhos e a discutirem como cachorros."
Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão
Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão
dia 9 (o último)
Vamos
Vamos
Esta noite é pra vocês
Virem comigo
Até ao fim
Para o fim do mundo
Vamos
Virem junto
Até ao fim do fim de tudo
Para a montanha russa
Vamosao carrossel
VamosSubir o Pão de Açucar
Vamos juntosLamber o céu
Vamos
Dançar até cair, ir
Juntos vamos Morrer de rir
Esta noite é só pra nós
Hoje não terá depois
Hoje não terá porquêsHoje não terá depois
Esta noite é pra vocês
Virem comigo
Até ao fim
Para o fim do mundo
Vamos
Perder a hora certa
VamosPisar no chão
VamosDeixar a porta aberta
Juntos vamosPara Plutão
Hoje não terá amanhã
Hoje o mundo é nosso ClãHoje não terá talvez
Esta noite é pra vocêsVirem junto
Até ao fim do fim de tudo
clã - vamos esta noite
sábado, 21 de agosto de 2010
dia 8
não.
já não há quase nada comprável em saldo.
apenas apetece cobiçar as novas colecções, se bem que ainda não há vontade para experimentar malhas, fazendas e pelos.
já não há quase nada comprável em saldo.
apenas apetece cobiçar as novas colecções, se bem que ainda não há vontade para experimentar malhas, fazendas e pelos.
the bell jar
"If neurotic is wanting two mutually exclusive things at one and the same time, then I’m neurotic as hell. I’ll be flying back and forth between one mutually exclusive thing and another for the rest of my days."
Sylvia Plath, The Bell Jar
tenho lido algumas citações deste livro da Sylvia Plath que me têm deixado bastante curiosa. está definitivamente na wishlist.
Sylvia Plath, The Bell Jar
tenho lido algumas citações deste livro da Sylvia Plath que me têm deixado bastante curiosa. está definitivamente na wishlist.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
dia 7
já?
como passaram tão rápido estes dias?
será que ainda consigo comprar alguma coisa nos saldos?
como passaram tão rápido estes dias?
será que ainda consigo comprar alguma coisa nos saldos?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
dia 6 (ii)
que raio de ideia eu tive de ir espreitar o mail do emprego.
estava tão bem enquanto tinha o link errado.
estava tão bem enquanto tinha o link errado.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
preferir a ficção à realidade
encontrei no silêncio dos livros esta foto de Virginia Woolf (1939) por Gisèle Freund.
estranhei.
para além da imagem vitoriana que associo à capa dos seus livros das edições penguin ou europa américa, para mim Virginia Woolf será sempre a do filme as horas, a da Nicole Kidman.
estranhei.
para além da imagem vitoriana que associo à capa dos seus livros das edições penguin ou europa américa, para mim Virginia Woolf será sempre a do filme as horas, a da Nicole Kidman.
dia 5
ir ao ikea, percorrer as secções todas, escolher e transportar parece suficiente para um dia só.
amanhã há remodelações cá em casa.
amanhã há remodelações cá em casa.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
cansaço
não é justo que a minha empregada querida vá de férias tanto tempo seguido.
já não me lembrava da dureza que é limpar a casa toda (e, mesmo assim, parece que falta sempre limpar qualquer coisa).
volta rápido, pleaseeeeeeeeeeeeeeeeee
já não me lembrava da dureza que é limpar a casa toda (e, mesmo assim, parece que falta sempre limpar qualquer coisa).
volta rápido, pleaseeeeeeeeeeeeeeeeee
cem anos de solidão
amaranta apaixona-se intensamente, algumas vezes ao longo da sua vida.
apaixona-se pela presença do outro, pela companhia.
apaixona-se pelas sensações que vive com ele, pelas carícias furtivas.
e escolhe sempre ficar só, virgem, por muito que a amem, desejem e cortejem.
agarrada à memória queimada do seu primeiro amor, que traz atada ao pulso.
apaixona-se pela presença do outro, pela companhia.
apaixona-se pelas sensações que vive com ele, pelas carícias furtivas.
e escolhe sempre ficar só, virgem, por muito que a amem, desejem e cortejem.
agarrada à memória queimada do seu primeiro amor, que traz atada ao pulso.
uma outra forma de ler
muito mais tarde comprei um baralho de tarot e aprendi o significado das cartas.
treinei a sua interpretação comigo e com uma amiga, ambas delirantes com a correcta interpretação das cartas que conferíamos a cada segundo com o livro "de instruções".
e nada.
por muito que procurássemos combinações de cartas, interpretações alternativas, faltava-nos sempre alguma coisa para que tudo aquilo fizesse sentido.
mas não nos deixávamos intimidar.
colmatávamos com a imaginação o que as cartas não nos podiam dizer.
treinei a sua interpretação comigo e com uma amiga, ambas delirantes com a correcta interpretação das cartas que conferíamos a cada segundo com o livro "de instruções".
e nada.
por muito que procurássemos combinações de cartas, interpretações alternativas, faltava-nos sempre alguma coisa para que tudo aquilo fizesse sentido.
mas não nos deixávamos intimidar.
colmatávamos com a imaginação o que as cartas não nos podiam dizer.
recordações
ver esta foto lembrou-me as tábuas ouija. com as minhas primas chegamos a experimentar uma forma rudimentar da tábua, já não me lembro bem como era fisicamente.
lembro-me sim de nos sentarmos à volta da mesa redonda, de mãos dadas, a fazer perguntas à tábua, a testar a ver se uma resposta errada nos fazia acreditar que com certeza que não valia a pena acreditar naquela forma de comunicação.
mas não, os testes iam batendo certo, ficava a dúvida sobre qual de nós orientava a peça que se movia de letra em letra, quem sabia a resposta a todas aquelas perguntas.
e por fim, ficava ainda a maior dúvida sobre quem eram aquelas pessoas que se apresentavam para falar connosco, que vinham de tempos distantes e já não viviam entre nós.
dia 4
ir à praia sem calor abrasador e sem água tépida (pelo menos) para nadar, não é a mesma coisa.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Dreams feel real while we're in them
Dreams feel real while we're in them.
It's only when we wake up that we realize something was actually strange.
dia 3
a maria é uma dorminhoca.
nós pusemos o sono em dia, saímos e regressamos e a gatinha vem receber-nos sempre com olhos de sono.
vida difícil.
nós pusemos o sono em dia, saímos e regressamos e a gatinha vem receber-nos sempre com olhos de sono.
vida difícil.
domingo, 15 de agosto de 2010
# 6
Os olhos amarelos dos crocodilos - Katherine Pancol
Sinopse:
“Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres."
e assim é, um livro sobre duas irmãs, sobre as relações, o amor, o dinheiro, a procura de sucesso.
Sinopse:
“Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres."
e assim é, um livro sobre duas irmãs, sobre as relações, o amor, o dinheiro, a procura de sucesso.
escrito fluidamente, de forma agradável que nos agarra e nos prende desde o início. primeiro para ver quando é que a irmã iria propor à outra o livro, depois para saber de onde raio vem o título, depois para saber a trama do livro, descobrir os segredos das personagens, de capítulo em capítulo, avidamente.
gostei bastante.
sábado, 14 de agosto de 2010
Deixa que o amor te apanhe
Na teia fatal da sua mão
Deixa que o amor se entranhe
Na terra seca do coração
Na teia fatal da sua mão
Deixa que o amor se entranhe
Na terra seca do coração
Deixa que o amor te banhe
No seu sabonete de água e sal
Deixa que o amor te arranhe
Com as suas unhas de animal
No seu sabonete de água e sal
Deixa que o amor te arranhe
Com as suas unhas de animal
Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
Que eu quero limpar
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Deixa que o amor te canse
Até à suave exaustão
Deixa que o amor te lance
às feras que inventam a paixão
Até à suave exaustão
Deixa que o amor te lance
às feras que inventam a paixão
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
que eu quero limpar
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Clã - gueixa
mulheres e livros
os crocodilos fluem com uma rapidez considerável. fico até mais tarde envolvida na história de Josephine e da sua heroína, nas relações familiares e amorosas daquelas mulheres, no crescimento e desenvolvimento da nova Jo.
como irá tudo aquilo acabar.
(agora me lembro que ainda não li a última página)
como irá tudo aquilo acabar.
(agora me lembro que ainda não li a última página)
isto porque preciso de comprar duas prendas de aniversário
já não consigo ver saldos e ainda não consigo apreciar devidamente a nova colecção, que, se por um lado parece uma continuação do verão, por outro fere-me o corpo com lãs e tecidos pesados.
entretanto, procuro um boné, espreito a bijuteria e compro pequeninas coisas completamente inúteis.
ah, e uma bola nova para a maria.
entretanto, procuro um boné, espreito a bijuteria e compro pequeninas coisas completamente inúteis.
ah, e uma bola nova para a maria.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sono...
Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Clã - Amuo
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Clã - Amuo
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
eterna indecisa
hoje acordei a pensar nas férias, se as devíamos ou não adiar.
por um lado, prefiro adiá-las e escolher um destino a preços mais razoáveis.
por outro, só de pensar que implica estar mais um mês sem férias, fico doente.
por um lado, prefiro adiá-las e escolher um destino a preços mais razoáveis.
por outro, só de pensar que implica estar mais um mês sem férias, fico doente.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
women reading
subscrevi um tumblr muito mau.
como é possível não pensar em férias com tantas fotos fantásticas de mulheres a ler?
como é possível não pensar em férias com tantas fotos fantásticas de mulheres a ler?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
dias como hoje
esta noite não sei se sonhei. acordei como se ainda fossem horas de voltar a dormir profundamente. mesmo a maria concordava, e dormia consolada aos pés da cama quando saí do banho.
por muito sol que esteja lá fora, por muito que tenhamos vontade de bulir, há dias em que simplesmente não deveríamos sair da cama.
por muito sol que esteja lá fora, por muito que tenhamos vontade de bulir, há dias em que simplesmente não deveríamos sair da cama.
domingo, 1 de agosto de 2010
os olhos amarelos dos crocodilos
pego no livro, folheio, leio umas páginas e pouso.
reflicto sobre a história, as mulheres são sempre personagens fantásticas.
reflicto sobre a história, as mulheres são sempre personagens fantásticas.
domingo
descobri as maravilhas da varanda, com a cadeira do escritório encostada a um canto, os pés na soleira da janela e a maria, sempre desejosa de varanda, ora deitada, ora bem esticada e atenta aos pássaros e outros bichos e barulhos.
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