Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
"«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro."
como dizer que adorei a fantástica história da família Buendía, que me apaixonei por todas as mulheres (com excepção da Fernanda, talvez). que avidamente esperei pelo desenrolar da fortuna dos seus homens e me comovi com as histórias de amores impossíveis.
o real anda de mãos dadas com o fantástico, os mortos acompanham os vivos nos seus anos de solidão, povoando-lhes as memórias, contando-lhes histórias do passado ou do mundo e acompanhando-os na vida na casa da família.
desde o primeiro ao último (muito agradecida à peregrina ideia de juntar a esta edição especial a árvore genealógica da família que repetidamente consultei), é magistral a forma como Gabriel García Márquez nos envolve no seu livro, na sua imaginação, na sua capacidade imensa de nos fazer sonhar.
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