segunda-feira, 29 de novembro de 2010

modo de vida

na família, porém, quase todos enveredaram pelas comidas, desde a mercearia à casa de pasto, passando pelo snack-bar recentemente convertido em bar ao fim de semana.
e com sucesso. sucesso suficiente para garantir vida desafogada à família e para acabar com horários familiares, férias, fins de semana e horas de sono.
ao contrário, a minha geração aderiu ao trabalho por conta de outrém, para fugir de dias começados às 4 da manhã, domingos passados a trabalhar, clientes caprichosos, borrachos, amantes do crédito mal parado e de anos e anos a fio sem férias ou sequer um dia de descanso semanal.
fugimos todos, enquanto miúdos, do trabalho atrás do balcão, agora, do espírito empreendedor que regeu a vida dos nossos pais.
a insatisfação da vida tem-me levado a colocar em causa esta minha opção. não que inveje o modo de vida, não que não reconheça as dificuldades acrescidas do negócio em face da conjuntura e do desenvolvimento da concorrência, mas pela paz que deve ser saber que, bem ou mal, é para nós que trabalhamos.

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